Pensamento

Quando aparece no mundo um verdadeiro génio, podemos reconhece-lo através de um sinal: Todos os estúpidos se unem contra ele.
Jonathan Swift

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

A Coca


Foi ontem, de passagem pela antiga Estação de Comboios de Monção que conheci o Sr. Amável, que, fazendo justiça ao seu nome, amavelmente aceitou conversa, enquanto retocava a pintura da sua menina, dentro da qual costuma investir contra o cavalo no combate das Festas do Corpo de Deus.

Na vila de Monção, conhecida como a terra da "coca", ela é chamada de "santa coca" ou "coca rabixa". Na festa do dia do Corpus Christi a coca é o dragão que luta com São Jorge na representação da lenda de São Jorge e o dragão. Há referências à Festa da Coca desde o século XVI.
Após a Procissão do Corpo de Deus, o povo reúne-se no Campo do Souto, antigas instalações do caminho de ferro. O combate das Festas do Corpo de Deus decorre num anfiteatro em terra batida construído em paralelo ao troço que chegou a ser aberto até São Gregório. A coca (o dragão) – uma estrutura de madeira com um homem no interior – e um cavaleiro representando S. Jorge, com uma capa vermelha, elmo e lança, iniciam a "luta". A coca é empurrada, contra o cavalo, enquanto o cavaleiro tenta enfiar a lança na mandíbula da fera. São Jorge tenta lançar um golpe sobre a orelha da coca. A coca sem a orelha perde a força.
"A tal Coca é um monstro em figura de dragão. É de arcos , cobertos de lona, e rodas por baixo, sobre as quais marcha e contra marcha. Tem asas, pontas, e uma grande cauda retorcida. A boca é de molas, e, para que se abra e feche, atam-lhe uma corda porque puxam atrás os homens que fazem andar o dragão para meter medo ao cavalo. Esta luta de São Jorge com a santa Coca é a que mais embasbaca o povo.
Segundo a lenda , quando o cavaleiro ganha, o ano agrícola é fértil; quando é a Coca que vence o ano agrícola é mau.
A mais antiga referência à Coca surge no Livro 3 de Doações de D. Afonso III, ano de C. de 1274:
"E se per ventura algua Balea ou Baleato ou serea ou coca ou Roaz ou Musaranha ou outro pescado grande que semelhe algun destes morrer em Sesimbra ou em Silves ou em outros lugares da Ordin de El Rey.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Inferno

Diariamente, às 22h, no Canal Q
Uma ilha de bom gosto e bom senso no panorama televisivo nacional

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Emigrante...

Fosse Shakespeare um português hodierno e a questão existencial seria mais do género

...to leave, or not to leave...


quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

SABEDORIA

Há três métodos para ganhar sabedoria:
primeiro, por reflexão, que é o mais nobre;
segundo, por imitação, que é o mais fácil;
e terceiro, por experiência, que é o mais amargo.


(Confúcio)

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Arroz selvagem com chouriço, em pimentos

Coze-se o uma cávena de arroz selvagem em duas de água até evaporar toda a água.
Desliga-se o lume e mistura-se um bom chouriço caseiro (usei um enchido de Ponte de Lima, mas penso que com Bacon a combinação deve ficar ainda melhor).


Corta-se uma tampa aos pimentos, tirando o interior e as sementes, enche-se com o arroz e leva-se os pimentos ao forno a 250º durante 20/25 mn.

Voilá




Acompanhei com um bom vinho maduro
E gostei


terça-feira, 13 de dezembro de 2011

O emprego do tempo

Conheço algumas pessoas que deviam ser atadas a uma cadeira
e obrigadas a ver este filme até ao fim

mas, mesmo assim, temo que não percebessem o ridículo a que se prestam

no local de trabalho, como se de um palco se tratasse

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

O triunfo do estilo de vida descartável

Diariamente estaciono o carro numa rua chamada Papanata. Em Viana do Castelo.
No fim dessa rua abriu um restaurante de comida rápida. Sim, esse.
Tenho pra mim que uma das coisas que mais leva gente a estes sítios é aquele desprezo com que se podem levantar e virar costas, sem dar cavaco a ninguém, a pensar baixinho qualquer coisa do tipo "...arruma lá tu essa m....".
Mas não tenho moral para falar. Volta e meia até lá vou buscar qualquer coisa.
Falo apenas de uma outra coisa.
O ... Drive.
Os miúdos e os graúdos, os casais, passam, compram, estacionam uns metros depois, à tarde, à noite.
Acontece que ao longo de toda essa estrada tem um jardim.
E que o estado em que ultimamente esse espaço - que é coisa pública - se apresenta, dá pelo menos a tentação de fazer determinados paralelismos - certamente injustos.
Que gente é esta, sempre tão escrava do estilo... e tão .... como direi....? Tão...PORCA!

Pintado de fresco II

Fim de semana dedicado à pintura da sala...




Nada mau para primeira vez

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Sinais - Fernando Alves 15-11-2011

O quid pro quo entre o senhor ex-secretário de estado Paulo Campos
e o Álvaro, senhor Ministro, foi o mote para o programa de hoje de Fernando Alves na TSF (Sinais).
O texto em si seria já uma oásis de bom gosto e bom senso.
Dito como só ele sabe, torna-se precioso, como a mais rara das pérolas.

Pintado de Fresco

Um aguarela inspirou-me vontade de experimentar esta técnica.
Funciona, pelo menos como terapia. 

Vou desenhar a minha família

Tom Cruz

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Registo melancólico























Chove lá fora.
Abrigo-me num restaurante.
Aguardo por uma refeição que me aconchegue o estômago.
E a alma.
Observo o trânsito que passa lá em baixo.
E a chuva que bate impiedosa no vidro.
Procuro deste quadro melancólico algum conforto.
Primeiro na sopa, depois no peixe, mais tarde no pudim e café.
Pago e parto.
Mais uma corrida, mais uma viagem.
Às voltas com as vidas dos outros. Cabreiro.
Arcos de Valdevez, num dia de Outono, como outro qualquer.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Desabafo

Tenho um trabalho bipolar
a preto e branco
ora me proporciona dias maravilhosos
ora me destroça,
da forma mais cruel e impiedosa