quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Sousa Cintra, ao seu melhor estilo
Inacreditável,
Sousa Cintra, a conduzir e a dar uma entrevista à TSF
depois de um jantar, presumo que bem regado
:) uma pérola
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Assobiar para o lado
Talvez a única capaz de fazer fugir as meninas que abundam nas beiras da estrada e florescem como cogumelos.
Nada contra a prostituição, à qual até reconheço uma certa função social.
Apenas contra o espetáculo triste e degradante a que sempre se assistiu, mas que agora assume proporções de CASO DE POLÍCIA.
Carros e mais carros...e motorizadas...muitas, que avariam todos nas mesmas curvas.
Para se deitam-se nelas, suponho.
Senhores que chegam a esperar na berma da estrada pela sua vez de ter prazer e voltar para casa para as suas marias, essas com outras curvas, menos ousadas.
Falta de vergonha, de higiene, de senso.
E gente que enriquece assim. Essa não vejo. Essa é invisível.
Por que é que, na mesma recta onde se faz uma operação stop, podemos assistir a este desfile de pouca vergonha e a autoridade fingir que nada vê?
Em bom Generês, isto passa-se, nomeadamente, um pouco por todas as matas e bermas de estrada de Barcelos a Viana, de Viana a Castelo de Neiva.
Apenas a chuvinha trará alguma acalmia, mas a agitação volta em breve numa estrada perto de si, conhecendo o seu auge aos sábados, dia de lavar o carro e do banho semanal.
Mas a quem interessa este assobio para o lado?
domingo, 18 de outubro de 2009
Raul Seixas
Raul Seixas
Data de nascimento
28 de junho de 1945
Data de morte
21 de agosto de 1989 (44 anos)São Paulo, Brasil
Período de atividade
1967 - 1989
No ano de 1973, Raul conseguiu um grande e estrondoso sucesso com a música "Ouro de Tolo", uma música com letra quase autobiográfica, mas também um deboche com a Ditadura e o Milagre econômico.
No mesmo ano foi contratado pela Philips (atual Universal Music), onde gravou o LP Krig-Ha, Bandolo, com o qual Raul finalmente alcançou o sucesso, estabelecendo a parceria com o hoje escritor Paulo Coelho e lançando músicas que se tornaram grandes clássicos, como: Metamorfose Ambulante, Mosca na Sopa, Ouro de Tolo, Al Capone, e etc.
O último disco lançado em vida foi feito em parceria com Marcelo Nova, intitulado A Panela do Diabo, que foi lançado pela Warner Music Brasil um dia após sua morte. Raul Seixas faleceu no dia 21 de agosto de 1989, aos 44 anos. Seu corpo foi encontrado às oito horas da manhã, pela sua empregada, Dalva. Foi vítima de parada cardíaca: seu alcoolismo, agravado pelo fato de ser diabético, e por não ter tomado insulina na noite anterior, causaram-lhe uma pancreatite aguda fulminante. O LP A Panela do Diabo vendeu 150.000 cópias, rendendo ao Raul um disco de ouro póstumo, entregue à sua família e também a Marcelo Nova (parceiro de Raul, com quem gravou o LP), tornando-se assim um dos discos de maior sucesso do eterno Maluco Beleza.
[editar] Após a morte
Depois de sua morte, Raul permaneceu entre as paradas de sucesso. Foram produzidos vários álbuns póstumos, como O Baú do Raul (1992), Metamorfose Ambulante (1993), Documento (1998), Anarkilópolis (2003) e Raul Seixas - Série BIS Duplo (2005). Sua penúltima mulher, Kika, já produziu um livro do cantor (O Baú do Raul), baseado em escritos dos diários de Raulzito desde os 6 anos de idade até a sua morte.
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Portugal - Hungria
sábado, 3 de outubro de 2009
Oquestrada

Ontem à noite, houve festa no Teatro Circo, em Braga.
Oquestrada, uma Fábula do séc. XXI, uma odisseia à Portuguesa, um Festim que surpreende a cada música
o resultado de sete anos de estrada ...uma máquina bem oleada.
Uma das melhores bandas nacionais, que ao vivo se superam, numa performance onde cabe a música,, o ambiente de cabaré, o teatro, por vezes o circo e sempre a inteligência, a crítica social, e o vituosismo dos músicos.
Não percam, quando puderem encontrá-los na Tasca mais próxima...
Talvez seja diferente... talvez seja melhor
Mas de certeza será outra vez uma festa
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Tubo de Ensaio - A montanha pariu um mouse
Safam-se os humoristas, que têm na classe política um infindável filão de material para trabalhar...
nem precisam de grande criatividade.
Não tarda e muito e até as produções deixam de ser fictícias...
Ai Portugal, Portugal...
Não sei se me devo rir
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Sabor Divino
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
11 de Setembro -
Realizador: Sean Penn, convidado a contribuir com uma de 11 curtas-metragens,
sob outras tantas perspectivas de realizadores de diferentes nacionalidades sobre o dia 11 de Setembro
Gosto muito deste americano
11 de Setembro...
1914 - Grande Guerra 1914-18. Seguem para África as primeiras forças expedicionárias portuguesas.
1942 - Morre Bento Gonçalves, 40 anos, secretário-geral do PCP, no campo de concentração do Tarrafal, Cabo Verde, depois de sete anos de prisão.
1944 - II Guerra Mundial. Holanda é libertada pelas forças aliadas.
1962 - Primeira gravação oficial dos Beatles, com a versão de "Love me do", integrada no álbum “Please Please me”.
1973 - O presidente do Chile, Salvador Allende, é deposto por um golpe militar e Augusto Pinochet assume o poder. A ditadura estender-se-á por duas décadas e conduzirá à morte de dezenas de milhar de pessoas.
2001 - Ataque aos EUA. Dois aviões de passageiros embatem, com alguns minutos de intervalo (08:46 e 09:04), nas duas torres do World Trade Center, em Nova Iorque. Morrem perto de 2.900 pessoas. Dois outros aparelhos despenham-se sobre o Pentágono e num descampado na Pensilvânia.
2005 - Israel decreta o fim da administração militar na Faixa de Gaza, pondo fim à ocupação de 38 anos.
Carta aos meus filhos, sobre o fuzilamento de Goya - JORGE DE SENA
Não sei, meus filhos, que mundo será o vosso. É possível, porque tudo é possível, que ele seja aquele que eu desejo para vós. Um simples mundo, onde tudo tenha apenas a dificuldade que advém de nada haver que não seja simples e natural.
Um mundo em que tudo seja permitido, conforme o vosso gosto, o vosso anseio, o vosso prazer, o vosso respeito pelos outros, o respeito dos outros por vós. E é possível que não seja isto, nem seja sequer isto o que vos interesse para viver. Tudo é possível, ainda quando lutemos, como devemos lutar, por quanto nos pareça a liberdade e a justiça, ou mais que qualquer delas uma fiel dedicação à honra de estar vivo.
Um dia sabereis que mais que a humanidade não tem conta o número dos que pensaram assim, amaram o seu semelhante no que ele tinha de único, de insólito, de livre, de diferente, e foram sacrificados, torturados, espancados, e entregues hipocritamente à secular justiça, para que os liquidasse «com suma piedade e sem efusão de sangue.» Por serem fiéis a um deus, a um pensamento, a uma pátria, uma esperança, ou muito apenas à fome irrespondível que lhes roía as entranhas, foram estripados, esfolados, queimados, gaseados, e os seus corpos amontoados tão anonimamente quanto haviam vivido, ou suas cinzas dispersas para que delas não restasse memória. Às vezes, por serem de uma raça, outras por serem de urna classe, expiaram todos os erros que não tinham cometido ou não tinham consciência de haver cometido. Mas também aconteceu e acontece que não foram mortos. Houve sempre infinitas maneiras de prevalecer, aniquilando mansamente, delicadamente, por ínvios caminhos quais se diz que são ínvios os de Deus. Estes fuzilamentos, este heroísmo, este horror, foi uma coisa, entre mil, acontecida em Espanha há mais de um século e que por violenta e injusta ofendeu o coração de um pintor chamado Goya, que tinha um coração muito grande, cheio de fúria e de amor. Mas isto nada é, meus filhos. Apenas um episódio, um episódio breve, nesta cadela de que sois um elo (ou não sereis) de ferro e de suor e sangue e algum sémen a caminho do mundo que vos sonho. Acreditai que nenhum mundo, que nada nem ninguém vale mais que uma vida ou a alegria de té-1a. É isto o que mais importa - essa alegria. Acreditai que a dignidade em que hão-de falar-vos tanto não é senão essa alegria que vem de estar-se vivo e sabendo que nenhuma vez alguém está menos vivo ou sofre ou morre para que um só de vós resista um pouco mais à morte que é de todos e virá. Que tudo isto sabereis serenamente, sem culpas a ninguém, sem terror, sem ambição, e sobretudo sem desapego ou indiferença, ardentemente espero. Tanto sangue, tanta dor, tanta angústia, um dia - mesmo que o tédio de um mundo feliz vos persiga - não hão-de ser em vão. Confesso que muitas vezes, pensando no horror de tantos séculos de opressão e crueldade, hesito por momentos e uma amargura me submerge inconsolável. Serão ou não em vão? Mas, mesmo que o não sejam, quem ressuscita esses milhões, quem restitui não só a vida, mas tudo o que lhes foi tirado? Nenhum Juízo Final, meus filhos, pode dar-lhes aquele instante que não viveram, aquele objecto que não fruíram, aquele gesto de amor, que fariam «amanhã». E. por isso, o mesmo mundo que criemos nos cumpre tê-lo com cuidado, como coisa que não é nossa, que nos é cedida para a guardarmos respeitosamente em memória do sangue que nos corre nas veias, da nossa carne que foi outra, do amor que outros não amaram porque lho roubaram.
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Opinião

Transcrevo (mais ) um texto de António Manuel Pina, do JN de 2009-09-08
Para Pascal, a verdade muda quando se atravessam os Pirinéus (ou o Oceano Atlântico, tanto faz).
A dra. Ferreira Leite não será propriamente uma filósofa, mas aquela tirada "É a vida" para justificar já não sei o quê durante o debate com Louçã junta com a sua concepção do casamento como uma pequena e média empresa de produção de filhos, bastam para que até um telespectador da TVI se aperceba de que ali, na dra. Ferreira Leite, se pensa.
Um pensamento em que ocupa lugar central, como ela não se cansa de repetir, a Verdade.
Trata-se, a Verdade da dra. Ferreira Leite, e por isso é que é com maiúscula, de algo que tem que ver, não com correspondência aos factos (como em Pascal ou no ex-presidente do Vitória de Guimarães, Pimenta Machado), mas com "aletheia" e "revelação".
Não há, assim, contradição entre a Verdade da "asfixia democrática" no continente e a Verdade da "não-asfixia democrática" (ou da "asfixia não-democrática") na Madeira.
São Verdades diferentes porque na Madeira, explica a dra. Ferreira Leite, Jardim asfixia "em resultado dos votos". Rigorosamente não é bem asfixia, é falta de ar.
Fechar aspas :-)
sábado, 5 de setembro de 2009
terça-feira, 1 de setembro de 2009
sábado, 29 de agosto de 2009
Wordsong - Opiário - Fernando Pessoa
“Al Berto foi o primeiro amor declarado. O segundo, Fernando Pessoa. E assim se foi construindo o repertório de um dos mais criativos e originais projectos dos últimos tempos: Wordsong.
O colectivo une os universos dos dois poetas nas Caldas da Rainha.
Uma das características do projecto foi sempre o impacto visual. No entanto, as suas actuações ultrapassam o conceito de multimédia. A associação da música a imagens (destaque para o trabalho em vídeo da artista plástica Rita Sá) não é só um efeito acessório, mas uma união destinada a conduzir o espectador a ambiências que recriam o imaginário da poesia seleccionada. Jogos de música, imagens, palavra, intimismo, silêncio – eis os condimentos para a transposição para palco, em formato actualizado, da obra de dois dos mais saudosos poetas portugueses.
Concebido e desenvolvido por Alexandre Cortez, Nuno Grácio e Pedro D’Orey, o projecto foi registado em dois álbuns, acompanhados por livros. Uma constante do trabalho é a colaboração com outros artistas (entre eles Jorge Palma e Sérgio Godinho). ( Texto retirado do Jornal Publico)
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Avestruz

Pois é... numa rotunda, perto de uma entrada para a (bonita) Vila de Ponte de Lima.
Está giro. Três avestruzes com as respectivas cabecinhas literalmente enterradas na areia.
Para decorar uma rotunda, não me ocorreria nada melhor.
A minha dúvida, no entanto, subsiste:
É apenas uma expressão artística?! Provocatória?
Contém alguma mensagem subliminar?
Sabendo que o objecto em si não existe...
Que não existe senão o que cada sujeito vê nele representado...
Há aqui qualquer coisa que me escapa...
Ou se calhar não! Serão apenas três avestruzes...









